sexta-feira, 13 de março de 2015

MAIS UM MISTÉRIO: O QUE ACONTECEU COM OS PRIMEIROS MORADORES DE MATINHOS?


Que eles existiram está comprovado pela grande quantidade de "sambaquis" encontrados. Sambaquis são enormes montanhas erguidas em terrenos, baías, praias ou na foz de grandes rios por povos que habitaram o litoral do Brasil na Pré-História. Eles são formados principalmente por cascas de moluscos - a própria origem tupi da palavra sambaqui significa "amontoado de conchas". Mas essas elevações também contêm ossos de mamíferos, equipamentos primitivos de pesca e até objetos de arte, num verdadeiro arquivo pré-histórico. Os arqueólogos calculam que existam milhares de sambaquis espalhados pela costa do país. Os mais antigos nasceram há cerca de 6 500 anos. Não se sabe ao certo o que levou nossos ancestrais a construírem essas curiosas montanhas. Durante muito tempo, pensou-se que elas eram formadas apenas por restos de alimentos, uma espécie de lata de lixo da pré-história. Mas uma investigação mais detalhada revelou que, além de vestígios de comida, havia muitos esqueletos nos sambaquis, levando especialistas a acreditarem que boa parte deles era também cemitério. O tamanho das elevações mostra ainda que os sambaquis serviam como monumentos para identificar o grupo que habitava uma determinada região. Estudando essas construções, os pesquisadores conseguem montar um retrato dos homens pré-históricos do litoral brasileiro. Os restos de peixes e moluscos indicam que eles eram pescadores e coletores. E, como certos sambaquis eram erguidos ao longo de mil anos, descobriu-se que a maioria dos grupos era sedentária e não nômade, como se pensava antes. Decifrar o destino dessas comunidades ainda é um desafio. Provavelmente, elas foram eliminadas ou se misturaram às culturas tupi-guaranis que avançaram do norte e do sul do país rumo ao litoral, por volta do início da era cristã. As incertezas continuam, em grande parte, porque muitos sambaquis foram destruídos ou estão em péssimo estado de conservação. Em Matinhos um sambaqui foi encontrado no terreno do S. Leopoldo Gomes, local hoje conhecido como o “contorno do morrinho”. O material coletado neste local encontra-se exposto em um museu coordenado pela UFPR, em Paranaguá.  Mas aqui fica mais um mistério: O que teria acontecido realmente com estas pessoas? Foram mortas? Acometidas por doença grave? Estaria sua descendência juntos aos povos indígenas do Litoral do Paraná?  

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