quinta-feira, 29 de novembro de 2012

ANA IUBEL: ARTISTA PLÁSTICA AOS 80 ANOS



No último dia 23 recebeu o seu certificado como Artista Plástica em Pintura em Tela a Sra. Ana Iubel, que aos 80 anos sente-se realizada com o que aprendeu na Casa da Cultura da Prefeitura Municipal de Matinhos. Ana Iubel  nasceu em Irati-Pr no dia 03 de janeiro de 1932, filha de Antonio Iubel e Helena Iubel, descendente de Russo e Polonês. Solteira por opção e uma vida dedicada  às pessoas, não teve filhos mas cuidou e educou centenas de jovens e adultos. Foi Missionária da Igreja Católica por muitos anos, em 1975 foi para o Pará, onde foi professora dos índios ensinando a ler e escrever. Junto deles trabalhava no plantio de mandioca, banana, e outros cultivos além evangeliza-los, porém, respeitando seus costumes e crenças. Ensinava os cuidados com os rios para evitar poluição, pois muitos brancos davam presentes em troca de interesses que acabavam sendo jogados nos rios quando não funcionava mais. Não havia pilhas para manutenção de faroletes por exemplo. Sua dedicação era reconhecida pelos indígenas que a batizaram com um nome especial “Yoima” que na língua ianomâmi significa Yo=abelha e ima=pessoa. Uma pessoa especial que, como as abelhinhas, trabalhava em prol de uma comunidade, protegendo e trocando conhecimentos para melhor qualidade de vida.Em 1999 foi para o Alto Amazonas, divisa com a Venezuela, na cidade de São Gabriel da Cachoeira, trabalhou nas  escolas com os Índios e nas Aldeias Maturacá, Ariabu, Paroru e  Maruiá, como voluntária. Em 2001 iniciou a Pastoral da Criança que funciona até hoje na região. Depois de aposentada como professora continuou seu trabalho de voluntariado, participando do inicio do “Projeto Fome Zero” com o Betinho, na favela do Parolin. Na Paróquia Santo Antonio do Parolin fazia almoço todos os dias para mais de 200 pessoas junto com outras voluntárias, os alimentos doados pelas empresas de Curitiba. Hoje,  com 80 anos, prestes a completar 81, com muita alegria e vivacidade continua seu trabalho como voluntária na Igreja de São Pedro em Matinhos, colaborando no Projeto ”Presépio”, quando confeccionam  as peças do presépio  com coador de papel usado. Nos anos anteriores foram feitas as peças com outros tipos de materiais recicláveis como: garrafas pet, jornal, sacola de plástico de mercado. Também ajuda na formação dos meninos da paróquia, na parte espiritual e nas atividades práticas como coroinhas. Desenvolveu projetos como voluntária nas Ilhas Sibui com 18 famílias  e na  Ilha  Vila Fátima com 11 famílias em  Guaraqueçaba- PR. Para D. Ana a pintura em tela veio completar suas realizações, pois através da pintura ela pode continuar ajudando outras pessoas,  incentivando   a importância da vida e os dons que Deus nos deixou, além de poder retratar os lugares que  marcaram sua história. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

EX PREFEITO DOA LIVROS À BIBLIOTECA MUNICIPAL


A Biblioteca Municipal de Matinhos contou com uma importante doação de mais de 150 obras feita pelo ex-prefeito Dr. José Maria de Paula Correia. Todos os livros já estão catalogados e à disposição da população para empréstimos. O Departamento de Cultura, representando a Prefeitura Municipal de Matinhos agradece o ato e lembra que todas as pessoas podem fazer doações à Biblioteca. Os livros podem ser entregues no próprio departamento, que fará a triagem necessária para a possível disponibilização. 





Veja quais obras foram doadas pelo Dr. José Maria de Paula Correia:


21 O Ópio dos Intelectuais – Raymond Aron
37 Ideologias Políticas – Anthony de Crespigny e Jeremy Cronin
A Agricultura Inglesa _Ser. E. John Russell
A Crise Econômica e Social do Mundo – Fidel Castro
A Cura Natural da Gripe – Jânio Quadros / Ubiratan Rosa
A Dama de Honra – Ruth Rendell
A Dieta de South Beach – Arthur Agatston
A Educação na Inglaterra – K. Lindsay
A Espada e a Chama – Pamela Hill
A Evolução da Sociedade Urbana – Hoard P. Chudacoff
A Fascinante História de Pedro Simon – José Duarte Bacchieri
A Glória que Passou – Taylor Caldwell
A História sem Fim – Michael Ende
A Ideologia da Segurança Nacional – Pe. Joseph Comblin
A Inversão Sexual – Judd Marmor
A Medicina Britânica – R. Msm. Wilson
A oposição no Socialismo Real – Fernando Caudin
A Princesa Leal – Philippa Gregory
A Profecia Celestina – James Redfield
A Renúncia de Jânio Quadros e a  Crise Pré 64 – Luiz A. Moniz Bandeira
A Revolta das Freiras – Régine Deforges
A Revolução de 1930 –  Boris Fausto
A Revolução dos Loucos - Léo Alves da Silva
A Sombra da Impunidade – Coronel Grael M. Dickson
A Sombra das Raparigas em Flor – Marcel Proust
A Última Travessia – Jack Higgins
A Vida Secreta dos Animais- Michel Cuisin
Anjos e Demônios – Dan Brown
Anjos Tudo que Você Queria Saber (Coleção incompleta com 19 revistas, faltando o nº 11) – Biba Arruda e Mirna Gryich
Antologia Essencial – Pablo Neruda
Antologia Policial – Dick Haskins
Anuário Internacional 1969 – Silvio Michalany
As Brumas de Avalon (livros 1,2,3,4) – Marion Zimmer Bradley
As Cem Melhores Crônicas Brasileiras – Joaquim Ferreira dos Santos
As Mulheres da Nicarágua- Estamos todas Despertas– Margaret Randall
As Seis Lições – Ludwing Von Mises
As Valquírias – Paulo Coelho
Aspectos do Teatro Brasileiro – Paulo R.C. de Oliveira
Atlas Geográfico Mundial – Folha de São Paulo
Autoritarismo e Corporativismo no Brasil – Evaldo Vieira
Barsa (17 Volumes) – Allan Russel
Brasil em Compasso de Espera – Florestan Fernandes
Casos do Romualdo – T. Simões Lopes Neto
Clamor – Samarone Lima
Código Penal – Forense ( René Ariel Dotti)
Com Todo Amor – Rosamunde Pilcher
Comunicação Global, A Mágica da  Inf. – Dr. Lair Ribeiro
Concepção Anarquista do Sindicalismo – Neno  Vasco
Confissões do Exílio JK – Osvaldo Orico
Confissões do Exílio JK – Osvaldo Orico
Constituinte – Freitas Nobre
Conto Maltese em:  A Balada do mar Salgado – Hugo Pratt
Correspondência Completa – Freud/ Salomé Andreas Lori
Cosmonave – Noel Nascimento
Crianças Inglesas-  Sylvia Lynd
Criando Meninas – Gisela Preuschoff
Cuba: Democracia ou  Ditadura? – Martha Harnecker
Cultura e Democracia – Marilene Chaui
Democracia Feita em Casa – João Hermann Neto
Descentralização e Liberdade – Helio Beltrão
Desvion – James Siegel
Diário de Berlim 1934-1941 vol 1 e 2 – Willian L. Scherer
Dicionário Língua Portuguesa – Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.
Direito e Conflito Social –F.A. de Miranda Rosa
El Diputado Sovietico estatuto Jurídico – Anatoli Bezúglov
Escola e Democracia – Maria Lúcia R. D. Carvalho
Escritos Indignados – Paulo Sergio Pinheiro
Espiões – Michael Frayn
Estado e Oposição no Brasil – Maria Helena Moreira Alves
Eu sou Charlotte Simmons – Tom Wolfe
Footloose Completamente Livre – Kate Cann
Germinal – Emile Zola
He – Robert A. Johnson
Histórias das Guerras Mundiais I ao VI – Douglas Michalany
Ideologia e Populismo – Gueta Grin debert
Julgamento em Nuremberg – Leo Kahn
Labirinto – kate Mosse
Lembranças – Barbara Taylor Bradford
Luxúria Dois – Judith Krantz
Madru, O Filho das Estrelas – Hetmann Fredrick
Maré Voraz – Amitav Glosh
Marnie – Winston Graham
Materialismo Histórico – J. Bogatan
Matinho: Homem e Terra Remincencia – João José Bigarella
Memória Camponesa – José Pureza
Memórias – Gregório Bezerra
Meu Depoimento sobre o Esquadrão da Morte- Helio Pereira Bicudo
Moll Flanders - Daniel Defoe
Montbatten – Arthur Swinson
Mussoline – Christopher Hibbert
Nas Arquibancadas – John Grisham
O  Lobo da Estepe – Hermann Hesse
O Anjo Imperialista -  Rui Barbosa de Souza, Jussara Cony
O Ano Vermelho – Moniz Bandeira
O Apanhador no Campo de Centeio – J.D. Salinger
O Buraco da Agulha _Ken Follett
O Casamento de mentira de Kate Simpson – Mina Ford
O Diário de Bridget Jones – Helen Fielding
O Evangelho Segundo O Espiritismo – Allan Kardec
O Futuro do Estado -  Dalmo de Abreu Dallari
O Grito do Mundo no Passáro Cego III –Wilson  Galvão
O Grito Primal – Arthur Janov
O Guia Completo das  Cruzadas - Paul L.Williams
O Jogo do Anjo – Carlos Ruiz Lafon
O Livro do Destino -  H. Kirchenhoffer
O Maior Fantasma – Virginia Cowles
O Maior Presente do Mundo – Og. Mandino e Buddy Kaye
O Militarismo Alemão com/sem Hitler  vol 1 e 2 – L. Bezimenski
O Mundo da Aventura – Walt Disney
O Mundo não Perdoa – Leona Blair
O Noivo da Minha Melhor Amiga – Giffin Emily
O Papel Principal – Elizabeth Gage
O Povo das Montanhas Negras – Raymond Williams
O Povo do Mar e dos Ventos Antigos I –Wilson Galvão
O Primeiro Homem de Roma -  Mc. Cullough Colleen
O Sabadoyle – Homero Senna
O Santo da Ilha na Guerra do Rumos II – Wilson Galvão
O Segredo – Rhonda Byrne
O Sensualista – Barbara Hodgson
O Sétimo Papiro – Moniz Bandeira
O Socialismo na Albânia – Jayme Sautchuk
O Sucesso não ocorre por acaso – Dr. Lair Ribeiro
O Último Deus do Nilo – Wilbur Smith
O Último Espião na História da Fome IV – Wilson Galvão
O Veleiro de Cristal – José Mauro de Vasconcelos
Odes de Ricardo Reis – Fernando Pessoa
Orgulhosos e Livres –  Janet Dailey
Os Astros e o Amor – Liz Greene
Os Comandantes – Bob Woodward
Os Fantasmas da Cidade – Assis Baeta Hermann
Os Povos da URSS na defesa  da Pátria Socialista – Gueórgui Kumanev
Os Sertões – Euclides da Cunha
Os Tolos Morrem Antes – Mario Puzo
Paixão e Utopia – Otaviano Pereira
Para uma Crítica de Economia  Política – Karl Marx- Paul Sweczy
Paraguai um desafio  a la responsabilidade internacional –Sergio López
Philip Loraine – Philip Loraine
Planejamento dos Transportes Urbanos – José Carlos Mello
Política e Liberdade em Hegel – Denis L. Rosenfield
Política e Liberdade em Hegel – Denis L. Rosenfield
Política Econômica e Estabilização –  Senador Roberto Saturno
Porque acredito – Mario Garnero
Princesa Margarida – Judith Krantz
Pura Magia –Debi Gliori
Questão de Segurança OPT, A Polícia, As Prisões – Paulo Frateschi e Sergio Amadeu da Silveira
Ramsés – Christian Jacq
Revelando o Código da Vinci – Martin Lunn
Revista Retrato do Brasil nº 12
Romancistas Ingleses –Elizabeth Bowen
Salim, O Mágico – Malba Tahan
Se me Deixam Falar – Noema Viezzer
Sindicatos em uma época de crise – Cedec
Só o Amor é real – Brian L. Weiss
Socialismo e Democracia – Revista de Debates
SS e Gestapo – Roger Manvell
Tancredo Neves – Lucília Delgado/ Vera A. Cardoso Silva
Tempo de ameaça (autobiografia política de um exilado) –Rodolfo Konder
Tempo de Luta – Oswaldo Macedo
Think Big, Think Dirty – William Garner
Um Filho do Circo – John Irving
Uma Janela Sobre a Praça – Phyllis A. Whitney
Uma Professora Muito Maluquinha – Ziraldo
Uma Questão de Fé – Jodi Picoult
União Soviética Hoje – Carlos A. L. Salum
União Soviética Hoje – Carlos A. Salum
Utopia e Paixão – Roberto Freire e Fausto Brito
Wittgenstein – Françóis Schmitz
Xamã – Noah Gordon

terça-feira, 27 de novembro de 2012

VERNISAGE E CERTIFICAÇÃO DAS ALUNAS DE PINTURA EM TELA

No último dia 23 mais sete pessoas foram certificadas na conclusão das oficinas de Pintura em Tela - Nível Básico, da Casa da Cultura de Matinhos. Foram seis meses de dedicação e contribuição à arte plástica, orientadas, inicialmente, pelo funcionário Júlio C. Antonio da Silva e, em seguida, pela voluntária Maria Eli Souza Nunes, também certificada. Além da certificação as alunas promoveram um vernissage com os trabalhos desenvolvidos no curso e um coquetel a todos os seus convidados.

Durante o evento o Diretor de Cultura de Matinhos, Delcio Ramos, falou da importância de se investir na cultura com a consciência de um processo lento, porém efetivo, como acontece na educação, e que este investimento deve acontecer, principalmente, através do apoio da população. Foram certificadas: Ana Tubel, Divina de Fátima Rodrigues, Iolanda Xavier, Maria Eli Souza Nunes, Maria Lindinalva Feitosa, Rosa de Lima e Vanda Ribeiro. Um momento emocionante foi o depoimento da Sra. Ana Tubel que, com 80 anos, se sente realizada aprendendo Pintura em Tela. 


MESTRE VANDO: NOVO MESTRE CAPOEIRA DE MATINHOS


O Mestre Vando formou-se no último dia 17 na Casa da Cultura de Matinhos e hoje se torna mais um ícone da cultura local, representando a mais antiga arte da história brasileira: A Capoeira. Conheça um pouco da história do Mestre Vando: 


Nasceu no dia 12 de Agosto de 1977 na Cidade de Curitiba. Sua família se mudou para Matinhos, quando tinha quatro anos de idade.  Seu pai construtor, se tornou pescador, profissão que também exerceu, dos doze aos vinte e oito anos de idade. Técnico em segurança patrimonial privada, profissão que exerce atualmente. Casado com Merily Santana, e pai de Sarah Santana Valiati da Silva.Teve seu primeiro contato com a capoeira no dia 12 de Julho de 1989, quando o seu irmão Renato, lhe convidou para ir treinar, e disse que pagaria a primeira mensalidade e se gostasse, que as outras mensalidades o próprio teria que dar um jeito. O primeiro grupo dos seus primeiros passos na capoeira, foi a Associação de Capoeira Ilha Bela com o Mestre Crispim, que morava em Guaratuba e dava aula em Matinhos. Cerca de um ano e meio depois ingressou grupo que havia  em  Matinhos a Associação de Capoeira Ylu Aye, com o Mestre Bacico, com quem treina ate os dias de hoje.Começou ministrar aulas quando era monitor, no ano de 1995, com o Contra Mestre Neri que na época era instrutor. 


As aulas eram dadas no barracão ainda em construção na Rua: Roque Vernalha que hoje é a casa do Contra Mestre Neri. Sócio fundador da Associação de Capoeira Zoeira Nagô, no dia 28 de Outubro de 1999. Ministrou aulas na Fundação Municipal de Esporte de Paranaguá no ano de 2000. Nos anos de 2002 e 2003 ministrou aulas na Colônia de Pescadores Z4 de Matinhos. Entre os anos de 2007 a 2010 ministrou aulas nas dependências da UFPR Litoral, onde estuda atualmente, no curso de Gestão Desportiva e do Laser. No ano de 2009 ministrou oficinas de capoeira junto ao Programa Esporte e Lazer da Cidade-PELC, do Ministério do Esporte, no Município de Matinhos. Atualmente ministra aulas como Educador Cultural de Capoeira em uma escola particular de educação infantil, e tem sua carteira de trabalho registrada como Professor de cursos livre. Militante do projeto Capoeira nas Escolas, projeto este que virou Lei Municipal numero: 1456/2011 que ``Dispõe sobre obrigatoriedade de implantação do projeto CAPOEIRA NAS ESCOLAS. ´´ Uma frase do Mestre Vando: “Existe dois tipos de pessoas, as que fazem, e as que dizem que fazem, eu prefiro a primeira que a concorrência é bem menor.” (Mahatma Gandhi)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

MATINHOS TEM MAIS DOIS FORMADOS EM CAPOEIRA


No dia 17 de Novembro reuniram-se, na Casa da Cultura de Matinhos, capoeiristas de várias cidades do Paraná e Santa Catarina para mais uma troca de cordel e a esperada formatura de Danilo Borges Machado Filho como Contra-Mestre e Vando Valiati da Silva como Mestre Capoeira. Além de mais de 200 convidados, o importante evento contou com a presença dos Mestres Sergipe, Pitom, Silveira, Zé Luiz, Praia Grande, Barracão, Pé de Vento, Emílio, Penteado, Zé Carlos, Valter, Biriba, Meia Lua, Joel, Corro e Parafuso, além de vários professores e do anfitrião Mestre Bacico da Associação de Capoeira Zoeira Nagô. Matinhos pode se orgulhar ainda mais por contar com mais graduados representantes da mais antiga arte da cultura brasileira.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

ALUNOS DA CASA DA CULTURA VÃO ÀS PASSARELAS


No último dia 22 alguns alunos do curso de Fotogenia e Passarela, promovido pelo Departamento de Cultura da Prefeitura municipal de Matinhos, puderam constatar suas capacidades e mostrar ao público todo o seu profissionalismo. Subiram às passarelas num grande desfile promovido pela Revista Expressões, o Fashion Model Summer 2012/2013,  e agradaram ao público com suas grandes performances. As lojas Tesouro do Peralta, Pague Menos, Cristiff's, Guará Surf, Evidence Styllu's e Faro mostraram o que há de melhor em suas coleções para este verão que se aproxima. Os alunos que participaram do desfile foram: Erick Mesquita, Amanda Alves, Janaína Bacheti, Maiara Guetter, Pâmela Garcia, Pâmela Ribeiro, Thainara Nascimento, Maiara Mariano e Mariana Melara. 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Nomes de Rua: Quem foi MARTINHO RAMOS?


Martinho Urbano Ramos nasceu em Matinhos no dia 20 de Março de 1907, casou com D. Ernestina da Silva Ramos e tiveram dois filhos: Raul Ramos e Izalita Ramos. Pescador e lavrador, morava na “Guaiapira” (plantação próxima ao riacho) onde depois passou a ser o tratamento sanitário da Sanepar, no Tabuleiro. Plantava arroz, mandioca, feijão e cana. A produção de arroz era levada nas costas, no caminho do pique, para chegar a um caminhão até a prainha e colocados em canoa para Guaratuba onde era vendida. Fabricava farinha de mandioca, criava galinhas e porcos. A banha do porco era armazenada para uso doméstico. Quando vendiam a produção de arroz entrava um pouco de dinheiro para comprar tecidos para fazer roupas para o ano todo, pois o dinheiro era difícil e só entrava uma vez por ano. Na época da tainha era uma festa, pois tinha muita fartura de peixes que eram comercializados em Paranaguá, transportados no caminhão do Sr Jorge Borges. Também defumavam o que sobrava para serem conservados e consumidos na época que não tinham peixe. O dinheiro que arrecadavam era dividido em “quinhão” entre todos os pescadores que ajudaram. O líder da pesca ganhava um pouco mais, que era o Sr Martinho Ramos. Ficavam acampados nos ranchos de canoa na Prainha por média de 45 dias, enquanto tinha peixe. Não havia luz elétrica e por isso usavam o lampião. A água era buscada em latas no morro, pois segundo o Sr Martinho a água melhor era a lá de cima...  O Sr Martinho era muito religioso e capelão de terço. Não havia padre na região, mas as obrigações religiosas não eram esquecidas. Na Capela Santana rezavam o terço, depois tiravam os santos e festejavam com um fandango que amanhecia o dia. Quando chegava a Bandeira do Divino, o Sr Martinho e sua família participavam fervorosamente acompanhando até por três dias juntos. No carnaval era uma festa, mas o último dia, às vinte e três horas, todos iam para suas casas, não se passava da meia noite na rua, pois era a chegada da quaresma. Na quaresma o respeito era grande. Na quarta-feira de cinzas nem a casa era varrida, não se comia carne, nem o cabelo era penteado. A Folia de Reis era muito esperada, pois as casas que entrava recebiam muitas bênçãos e fartura. Fato a ser lembrado é que naquela época também existia muita malária tornando-se comum ficarem doentes. Não existia médico e por isso faziam fumaça para espantar os pernilongos durante a noite Durante o dia tinha muita mutuca, o que fazia com que as crianças sofressem com as picadas do inseto. Apesar das dificuldades como a falta de médico e o  acesso difícil para transporte, a vida simples e humilde que levavam deixaram saudades aos seus familiares que lembram com orgulho de sua existência.  Martinho era irmão de Juvêncio Ramos

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

D. LUZIA FERREIRA DA SILVA RECEBE O TÍTULO "PERSONALIDADE DA CULTURA DE MATINHOS"


No último dia 15 de Novembro a Sra. Luzia Ferreira da Silva recebeu, das mão do Prefeito Eduardo Antonio Dalmora, o título PERSONALIDADE DA CULTURA DE MATINHOS por sua contribuição à História e Cultura do Município. Este título froi criado pelo Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal de Matinhos. A Sra. Luzia Ferreira da Silva nasceu em Matinhos no dia 18 de Dezembro de 1914, filha do Sr. Manoel Ferreira Gomes e da Sra Maria Phaiffer Ferreira Gomes.  Casou com 25 anos no dia 18 de Dezembro de 1921 com o Sr. Carlos Estevão da Silva e tiveram oito filhos, o primeiro Alonso da Silva que infelizmente faleceu com 1 ano e 5 meses, Alonso Carlos da Silva, Euzi Lúcia da Silva, Zeli Ferreira da Silva, Zenira Ferreira da Silva, Aelson Carlos da Silva, Carlos Estevão da Silva Filho e Mirian Leci da Silva.  D. Luzia trabalhou na roça desde menina. Depois de casada e com seus filhos continuava sua lida na lavoura, levando-os juntos. Fazia uma tenda com esteira para protegê-los do sol, era feito um fogo com duas forquilhas e uma travessa para cozinhar feijão, a panela ficava pendurada sobre este fogo. D. Luzia de longe falava para a filha Euzi “cuidado com o nenê para não chegar perto do fogo”. Sua preocupação com a segurança dos filhos era grande, por isso preferia tê-los por perto, mesmo trabalhando. O almoço era simples: feijão, farinha e peixe.  Para o café, era cozido arroz com toucinho que era servido para as crianças. Às vezes era banana cozida, outras vezes aipim, cuscuz... 


Trabalhava também com o engenho de cana para fabricar o açúcar e o  melado. Na guerra de 45  a família fornecia para os soldados, açúcar, peixe e farinha. Além dos afazeres domésticos, D. Luzia tecia, com cipó, cestas, chapéus, sacolas e  bonés, tudo com muito carinho e dedicação, usando cipó coloridos. O cipó era preparado na passadeira para deixar na espessura necessária. Aprendeu sozinha a costurar, fazendo as roupas de toda a família. Nunca foi para a escola, mas aprendeu a ler  e assinar seu nome. Gosta muito de ler livros, jornais, revistas, tudo que cai em suas mãos. 


Hoje com 97 anos, 8 filhos, 24 netos, 29 bisnetos e 3 tataranetos ainda possui uma memória excelente e muita saúde. É disposta  para contar histórias e por isso procurada por alunos, professores, pesquisadores e demais profissionais comprometidos com a história e cultura de matinhos. Com saudades relembra dos momentos que se foram, mas deixaram raízes para toda vida...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Nomes de Rua: Quem foi JUVÊNCIO DA SILVA RAMOS


Juvêncio da Silva Ramos nasceu em Matinhos  no dia 01 de Junho de 1916. Foi pescador, lavrador e funcionário público. Casou com Antonia Tereza Ramos e tiveram 03 filhas: Lea Maria Ramos, Leony da Silva Ramos e Lourdes Mariza Ramos. Viveram muito tempo da pesca e da lavoura. Da pesca tiravam o consumo e vendiam a produção excedente. Plantavam mandioca para a fabricação de farinha, arroz, feijão e cana. Também criavam galinhas, porcos, e tinham um engenho de cana. Uma vida simples com fartura de produtos naturais, o que hoje é raridade. Como funcionário público cuidava da manutenção dos canais, limpeza e roçado da beira dos rios. Foi homenageado pela sua participação honrosa nos esportes em 16 de outubro de 1987, na modalidade de bocha. Gostava de tocar cavaquinho, reunindo os amigos nas casas para tocar e dançar o fandango que era muito comum na época, um tocava rabeca, outro viola, tambor e violão. Compunham uma banda muito divertida que acabavam amanhecendo o dia no salão de baile improvisado. O Sr Juvêncio acompanhava tocando seu cavaquinho a Bandeira do Divino no período que eles percorriam a cidade e os sítios da redondeza. O grupo passava de casa em casa saindo de Guaratuba e passavam todo o litoral com o objetivo de arrecadar donativos para a Festa do Divino. No período da Folia de Reis também gostava de acompanhar os foliões, que durante a noite batiam de casa em casa pedindo permissão para entrar e cantavam desejando muitas bênçãos e fartura para a família que os acolhiam. Recebiam pouso e janta. No dia de Reis todos se juntavam e era feito uma bela feijoada e muito fandango para festejarem o dia.  O Sr Juvêncio faleceu no dia 16 de setembro de 2002 com 86 anos. Juvêncio era irmão de Martinho Ramos

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Departamento de Cultura promove desfile ProJovem


No último dia 06 foi realizado, com a colaboração da Júlia Modas, o desfile "ProJovem" para encerrar a última etapa dos módulos da atual turma, coordenada pelo CRAS Albatroz. o ProJovem é um movimento favorável aos adolescentes, que não se opõe, que auxilia, incentiva e requer comprometimento, promovendo a integração, senso de responsabilidade e a  inclusão social. Nesta parceria com o Departamento de Cultura, os jovens foram submetidos a dinâmicas que otimizassem sua capacidade de comunicação, vencendo o medo e a timidez  e facilitando o seu acesso às possibilidades sociais, inclusive no mercado de trabalho. As aulas, ministradas pelo Prof. Delcio Ramos, também Diretor do Departamento, dividiram-se em conteúdos de desenvolvimento humano e dinâmicas que facilitaram o aprendizado. Com os familiares e profissionais comprometidos no projeto como plateia. os jovens e adolescentes mostraram que atingiram os objetivos e se auto superaram, 


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CONCURSO RAINHA "ATIVA IDADE"


No último baile da Terceira Idade, acontecido na Casa da Cultura, foram escolhidas as Rainhas e princesas do Grupo Cultural "Ativa Idade". Elas receberão suas faixas na próxima semana e representarão já o ano de 2013. Parabéns às ganhadoras!


RAINHA "ATIVA IDADE": ROSIA MURINO




1ª PRINCESA "ATIVA IDADE": RUTH WOLSKI DOS SANTOS




2ª PRINCESA "ATIVA IDADE": MARIA PEREIRA DE MORAES



2ª PRINCESA "ATIVA IDADE": DOROTY MARIA SOARES



BAILE CHIC ATIVA IDADE: MAIS UM GRANDE EVENTO

No último dia 25 foi realizado o esperado Baile "Chic Ativa Idade", pelo Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal. Além de contar com a participação dos integrantes do grupo coordenado pela Casa da Cultura, o evento também recebeu convidados de outros grupos de Matinhos. Foi uma tarde de muita descontração e integração dessas pessoas que tanto já dedicaram suas vidas aos familiares e sociedade. 

Esse baile faz parte de um agenda de tardes dançantes que acontece todos os meses na Casa da Cultura, sempre com um tema diferente, escolhido pelos integrantes do Grupo Ativa Idade.  Já aconteceu o Baile na Roça , Baile do Hawai e Agora o Baile Chic. O espaço foi todo decorado pela equipe de trabalho da Cultura, que também contou com a participação das alunas do Curso de Fotogenia como recepcionistas: Janaina Bacheti, Thainara Nascimento, Carol Ramos e Maiara Mariano
Um momento importante acontecido no mesmo evento foi a escolha da Rainha e Princesas "Ativa Idade". Todas as integrantes foram apresentadas como candidatas, desfilaram e foram votadas pelas recepcionistas, que também têm experiência em moda e passarela, orientadas pelo Professor Delcio Ramos, também diretor de cultura de Matinhos. As ganhadoras foram: Rainha: Rosia Murino, 1ª Princesa: Ruth Wolski dos Santos e 2ª Princesa: empatadas as candidatas Doroty Maria  Soares e Maria Pereira de Moraes. O grupo já pensa no próximo tema para mais um atarde inesquecível. 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Curo de FOTOGENIA E PASSARELA traz boa repercussão.


O Curso de "FOTOGENIA E PASSARELA" oferecido pelo Departamento de Cultura de Matinhos tem sido destaque entre os comentários sobre os projetos que estão sendo desenvolvidos. Este curso foi criado em 2012 para desenvolver a potencialidade de comunicação em alguns jovens que sentiam-se retraídos ao ter que se expor em público como: apresentação de trabalho, entrevista profissional, efetivação de atividades artísticas... Além de proporcionar conteúdos específicos da profissão o curso também prevê uma mudança no comportamento no que diz respeito a motivação, relação interpessoal, trabalho em equipe, ética profissional, entre outros temas. Atualmente os alunos estão sendo levados a pesquisar sobre tendências e atualidades na moda para atender aos temas sugeridos pelo instrutor nos ensaios fotográficos. Neste ensaio especificamente foi usado o "Rock". O curso é ministrado pelo Professor Delcio Ramos, também Diretor de Cultura no Município de Matinhos.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

COMPANHIA MUNICIPAL DE TEATRO ESTREIA "OS SALTIMBANCOS"



“Os Músicos de Bremen”, famoso conto dos Irmãos Grimm, ficou mais conhecido no Brasil depois de adaptado para o teatro. Com músicas de Enrique Martinez e letras de Chico Buarque, o texto alemão passou a ser definitivamente “nosso” sob o nome de “Os Saltimbancos”. Em resumo, quatro animais muito diferentes entre si buscam um só ideal para suas vidas: escapar da opressão de seus senhores. O jumento, a galinha, o gato e o cão, poeticamente, cada qual com sua personalidade, representando uma categoria social, vão em busca do sonho comum a todo ser humano: derrotar toda a forma de opressão. Criada em 1977, em plena época da ditadura militar, foi feita em forma de musical infantil para passar pela censura, pois em uma época de opressão, falar sobre igualdade, e liberdade não era aceito pelas autoridades. A Companhia Municipal de Teatro de “Cena em ação” do Departamento de Cultura de Matinhosna semana em que se comemora o dia da criança, lança este espetáculo como uma forma de presentear os pequenos de nossa cidade, presente que vai muito além do puro entretenimento, mas sim, um entretenimento cultural, ajudando-lhes a perceber desde cedo que, a arte e a cultura, são ferramentas poderosas na busca de uma sociedade mais justa e igualitária. 


A estreia contou com a presença de mais de 100 convidados, entre adultos e crianças, que vibraram com a atuação dos ATORES: ISABELLA ALVES, BRENO OBERDAN, VINÍCIUS MOHR E VINÍCIUS PICCOLI, JÉSSICA CRISTINA, RONALDO GOMES, AYLIN ÁRCEGA, CAROLINE RAMOS, JOSY ÁRCEGA, BÁRBARA SITIS, TAYNARA CARVALHO, JANAÍNA BACHETI, MATHEUS SANTOS E NARA NOWICHK. COREOGRAFIAS: VINÍCIUS PICCOLI DIREÇÃO MUSICAL: LETÍCIA RAMOS  E DIREÇÃO GERAL: IGOR CARUZO.

A partir desta apresentação o espetáculo percorrerá as Escolas Municipais com agenda ainda a ser divulgada. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Casa da cultura abre mais um Curso de Artesanato com Conchas



Dentre os artesanatos comercializados no período de temporada o que mais se destacam são os confeccionados com conchas. Seu potencial de venda é muito grande por tratar realmente de uma lembrança da praia. Os veranistas se encantam com a beleza e diversidade de peças que encontram expostas nas feiras e no Salão de Artesanato da Casa da Cultura. 

Agora o Departamento de Cultura está oferecendo mais uma oportunidade para que outras pessoas possam adquirir esta habilidade e/ou, quem sabe, até gerar mais renda para sua família. 

No dia 18 dará início em mais um curso de artesanato com conchas. Serão 8 encontros de 2 horas, sempre nas Quintas-Feiras às 14:00 Horas. Ligue para (41) 3971-6259 e faça a sua inscrição!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Culinária Matinhense: TAINHA RECHEADA


Ingredientes:

1 tainha grande
Suco de limão
Sal

Recheio:

1,5 xícara(s) (chá) de farinha de rosca
15 unidade(s) de azeitona preta sem caroço
300 gr de camarão sete barbas limpo(s)
1 unidade(s) de cebola picada(s)
2 dente(s) de alho picado(s) finamente
Salsinha picada(s) finamente
Azeite de oliva
1 unidade(s) de pimenta “dedo de moça” picada(s) finamente

Modo de preparo:

Com uma faca fina, abra o peixe um pouco mais do que a abertura feita para limpá-lo. Tempere o peixe com sal e limão e deixe descansando por 30 minutos.
Recheio:
Escalde os camarões em água fervente sem levar ao fogo. Misture todos os demais ingredientes em uma vasilha. Junte os camarões. Prove o sal. Recheie o peixe com a farofa e feche bem usando palitos.
Espalhe azeite sobre o peixe, coloque em uma assadeira e cubra com papel alumínio e leve ao forno médio, por 30 minutos. Retire o papel alumínio e deixe por mais 10 minutos. Sirva em seguida.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Nome de Praça: QUEM FOI ETELVINA RAMOS SANTANA


ETELVINA RAMOS SANTANA ,nasceu no dia 20 de Fevereiro de 1910, na cidade de Matinhos-Pr. Filha de Urbano Ramos e Otilia Luzia Ramos, casou com o Sr  Alexandre Leocádio Santana com quem teve 12 filhos: Jocelina Santana Bonatto (D. Gigi), Lindauro (Dodó), Elza Bassfeld, Maria Etelvina, Gilberto Alexandre (Giba), Zoraide Santana, Iazette (Zette), Gilson José (Nico), Alexandrina, Otilia e os gêmeos que faleceram ainda bebês. D. Etelvina trabalhava na roça ajudando seu esposo, salgava os peixes que eram  pescados para serem comercializados. Fazia balaios de cipó e taquara para uso de casa e da pesca. Costurava as roupas da família com muito carinho, além dos afazeres domésticos. As roupas eram lavadas no mesmo rio de onde era retirada a água para consumo da casa Ali as mulheres esfregavam as roupas com as mãos e batiam em tábuas para ajudar na retirada da sujeira, as vezes colocadas para “quarar” estendidas na grama, um trabalho nada fácil. O trabalho nas colheitas era feitos em mutirão, onde todas as famílias ajudavam e  no final dividido parte da produção para cada família que colaborou. Faziam grandes festas para comemorar e compensar o duro trabalho realizado, também as Festas religiosas com terços, ladainhas, fandango, fogueira e comidas típicas como: quentão, doce de goma, gemada com vinho, canjica ou café com arroz. Assim vivia D. Etelvina, com muita simplicidade e uma  fé inabalável  um respeito que infelizmente não se vê muito hoje. Histórias que precisam ser contadas para resgatar valores que são muito importantes para esta nova geração.

Terceira Idade no BAILE DO HAWAI


No último dia 20 a Casa da Cultura de Matinhos realizou o Baile do Hawai para o grupo Ativa Idade. Foram momentos descontraídos de fantasias, músicas, descontração e muita alegria estampada no rosto daqueles que participaram. Este grupo foi criado no início desta gestão e agora optaram por fazer, além de suas reunião semanais, um baile mensal temático. É coordenado pelo Professor Delcio Ramos, também Diretor da Casa e Chefe do Departamento de Cultura de Matinhos. As reuniões acontecem todas as Quintas-Feiras às 15:00 Horas no Salão de Artes (pavimento superior. Outras informações podem ser obtidas pelo fone (41) 3971-6259.

Nomes de Rua: QUEM FOI ALEXANDRE LEOCÁDIO SANTANA

Alexandre Leocadio Santana, filho de Leocádio Apolinário de Santana e Mariana Viana do Bonsucesso, nasceu no dia 17 de Março de 1907, na cidade de Matinhos-Pr. Casou-se com D. Etelvina Ramos Santana e tiveram 12 filhos: Jocelina Santana Bonatto (D. Gigi), Lindauro (Dodó), Elza Bassfeld, Maria Etelvina, Gilberto Alexandre (Giba), Zoraide, Iazette (Zette), Gilson (Nico), Alexandrina  Santana Trevisan (Tatá), Otília e mais os gêmeos que faleceram quando ainda bebês, e de seu segundo casamento Alexandre Santana..  No início do balneário não havia um serviço organizado de salva-vidas. Os pescadores freqüentemente eram solicitados a prestar socorro àqueles que eram levados mar adentro pela correnteza. Um desses pescadores era o Senhor Alexandre Leocádio que freqüentemente retirava de canoa e, às vezes a nado, os que estavam se afogando. Surgindo dessa forma a atividade de salva-vidas no litoral paranaense. O Sr Alexandre foi o primeiro salva-vidas de Matinhos. Pelos idos de 1954, o então Governador do Estado, Doutor Bento Munhoz da Rocha Neto fez a nomeação de guarda-vidas civil, que apenas em número de seis guarneceram as praias de Matinhos e Caiobá. Apenas em 1960 vieram os primeiros guarda-vidas, pertencentes ao Corpo de Bombeiros, que haviam feito o curso de salva-vidas no Rio de Janeiro. O encarregado de fiscalização dos trabalhos de Guarda-Vidas foi o Senhor Albano Muller, Juiz de Paz de Matinhos, sendo quem providenciava os meios para o bom andamento da atividade de guarda-vidas, trabalho este que não era remunerado. Além se seus serviços de salva vidas, pescador, o Sr Alexandre foi também agricultor, onde cultivava mandioca, milho, criava vaca leiteira, galinha, porcos. No local onde era seu sitio, hoje esta construída a estação de tratamento sanitário da Sanepar.  As festas religiosas eram a ponto alto da vida social da época. As novenas, os terços cantados... A fé era muito grande e exercitada através do respeito. Na Sexta-Feira Santa nada era feito de trabalhos diário, nem comida... Passavam o dia com canjica feita no dia anterior. Havia também os bailes com fandangos, que todos gostavam de participar. Como pescador o Sr Alexandre trabalhava muito, principalmente na caça ao cação, que era salgado e seco como o bacalhau  para comercializar. Há mais de um século e meio esta família habita Matinhos e hoje esta povoada de bisnetos, trinetos e tetranetos do Sr Appolinario Theodoro de Sant'Anna , bisavô de Alexandre Leocádio, de onde vem suas origens. Alexandre Leocádio Santana faleceu no dia 15 de Janeiro de 1993, com 85 anos. 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Nomes de Rua: Quem foi CECILIANO TAVARES?


Ceciliano Tavares, mais conhecido  como  Cecílio Tavares, foi jogador profissional do CORITIBA  nas décadas de 30 e 40, revelando-se com ídolo do futebol. Participou  também da Seleção Paranaense em 41 e foi reconhecido como “craque” da época. Nasceu em Guaratuba no dia 22 de Novembro de 1915. Casou com a Sra Hilda Fantinato Tavares e tiveram oito filhos: Leila, Sérgio (do SESC), Gilberto, Jussara, Cecílio e  oito netos. Morou em Paranaguá e depois foi para o Rio de Janeiro onde fez parte da Seleção Carioca de Futebol. Chegou em Matinhos e aqui permaneceu por mais de 30 anos. Foi um dos primeiros veranistas que aqui construíram suas casas. Amava Matinhos e em todos os lugares que chegava sempre divulgava a cidade de seu coração. Foi uma pessoa que não teve inimigos pois transmitia uma alegria de viver contagiante, despertando confiança em quem se aproximava, e sempre  se procurava em ajudar e a orientar quem precisava de uma palavra amiga. Gostava muito de reunir os amigos para festejar a vida. Tinha uma preocupação com futuro  dos jovens, procurando assim ser um bom exemplo para eles.  


Entrevista feita ao Sr. Sérgio Juarez Tavares (filho) pela Prof. Sandra Jepp do Departamento de Cultura de Matinhos

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Nome de Rua: QUEM FOI JOSÉ JOÃO BIGARELLA


JOSÉ JOÃO BIGARELLA, casado com Otilia Schaffer Bigarella e pai do geólogo João José Bigarella. Esteve entre os primeiros banhistas em Matinhos. Entre muitas contribuições para o desenvolvimento de nossa cidade  foi nomeado presidente da Empresa Melhoramentos de Matinhos, construindo uma pequena usina termoelétrica, sendo possível melhorar a qualidade da água que era consumida, antes de rios ou poços superficiais. Também na Serra, José João Bigarella refez as instalações de captação de água, ampliando-a e colocando  uma caixa de sedimentação para evitar a entrada de areia. Em Matinhos construiu um reservatório de pedra com capacidade de 58.000 litros, ainda hoje existente no morrote homônimo. José João Bigarella realizou o trabalho técnico da Empresa Melhoramentos de Matinhos dirigindo pessoalmente todos os trabalhos de instalação da rede, da construção da caixa de captação e do reservatório, bem como qualquer reforma necessária. Foi continuamente reeleito presidente, até a desapropriação da Empresa pela Prefeitura Municipal de Matinhos. Tal era seu envolvimento com a Empresa, que passou a ser conhecido como “o dono da água”. O arcebispo Metropolitano de Curitiba nomeou uma comissão para a construção da Igrejinha de Matinhos, entre outros  José João Bigarella como tesoureiro e orientador técnico. Logo reiniciaram a obra que estava paralisada desde 1939. A igreja foi inaugurada no dia 29 de junho de 1944.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Nome de Praça: QUEM FOI VALÉRIO ALVES CORDEIRO?



Valério Alves Cordeiro, nasceu no dia 03 de Março de 1917 na cidade de Guaratuba-PR. Veio para Matinhos com 12 anos de idade com seus pais que  aqui ficaram e  se estabeleceram até o fim de suas vidas. Casado com Carmelina Ramos Viana Cordeiro com quem teve 13 filhos: Nilceu, Geraldo, Celso, Hamilton, Gilberto, Maria de Jesus, Maria Valéria, Roseli, Rosi, Gina, Nilza, Vera, Nely (Loja Capri) e um neto  que criou como seu filho, o Sergio. Filho de Ana Alves e Horácio Alves. Foi pescador, agricultor e criador de animais como: galinhas, porcos e vacas leiteiras. Plantava milho, arroz, banana, mandioca, horta e fabricava farinha de mandioca. Toda sua produção era comercializada entre os moradores da cidade e veranistas que aqui vinham passar feriados e férias. Assim conseguiu criar seus filhos enfrentando muitas dificuldades e vencendo grandes batalhas. Hoje a família ainda mantém as terras que o Sr Valério morava na estrada do Cambará onde se encontra o “Sitio Pedra Branca”, um lugar agradável para passar dias tranquilos, fugindo do agito da cidade. Este ano foi realizado uma festa para reunir a família, que contou com mais de 80 pessoas entre filhos, netos, bisnetos, tataranetos. Valério Alves Cordeiro faleceu no dia 21 de Julho de 1989 com 72 anos, deixando suas raízes para o futuro de Matinhos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Nomes de Rua: QUEM FOI MANOEL FERREIRA GOMES E MARIA PHAIFFER FERREIRA GOMES?



MANOEL FERREIRA GOMES

Manoel Ferreira Gomes, nasceu em Portugal na Ilha da Madeira no dia 20 de Março de 1877, veio pequeno para o Brasil, estabeleceram em Santa Catarina, com 18 anos foram  no Descoberto em Guaratuba onde conheceu  D. Maria  Silveria Phaiffer  logo se casaram e vieram morar na Prainha com seus pais. Tiveram 15 filhos: João, Antonia, Maria, Rosa, Francisco, Ana, Leopoldo, José, Luzia, Alexandre, Joaquina, Alexandrina, Francisca, Ermínia. E ainda sobrava espaço no lar e em seus corações para criar como filhos  a sobrinha Julia  e  Manoel Araújo.  Chamado carinhosamente de “Sr Maneco” ou “Padrinho” pelos amigos, sempre dividindo com quem precisava muitos mantimentos, pois era um grande agricultor e não havia miséria em sua dispensa, tudo era produzido com fartura. Tinha uma grande extensão de terras,  da região onde hoje era a Peixaria do Seda, Copel Trombeta, Praiana e Morro da Sanepar, tudo ali pertencia ao Sr Manoel. Plantava muitas coisas como: arroz, feijão, milho, café, cana de açúcar, frutas de diversas qualidades entre outras coisas. Organizava em sua casa a Festa de São Gonçalo, que era comemorado no dia 10 de Janeiro onde dançavam o fandango e cantavam para homenagear o Santo para arrumar casamentos, também a Festa de São Sebastião. Fabricava farinha, biju, polvilho, onde a mandioca era preparada com muitos cuidados na “bulandeira” (tipo de ralador gigante feito de cobre em forma de circulo, tinha  também o engenho de cana para extrair o caldo  ser cozinho e tornar um melado depois  apurado até  transformar em açúcar mascavo. Também uma parte do caldo de cana era levado para Guaratuba para fazer cachaça. Vendia suas produções em Paranaguá. Além de ser agricultor era também pescador, tinha quatro canoas e duas redes grandes para suas pescarias. Com sua ajuda foi construído o primeiro cemitério de Matinhos, pois os mortos eram levados para Guaratuba por não existir um espaço para sepultá-los.Na época da 2ª Guerra Mundial fornecia açúcar, peixe e farinha para os soldados que aqui ficaram, pois o Litoral era ponto vulnerável , sendo o mar uma porta aberta aos inimigos. Manoel Ferreira Gomes faleceu com 84 anos de idade,  no dia 18 de Janeiro de 1954,  uma vida de  muito trabalho e luta, muitas conquistas e realizações, deixando suas raízes aqui plantadas. Hoje com 98 anos de idade sua filha Luzia ajuda a relembrar sua história, lúcida e vivaz conta com orgulho sobre seus pais. Uma das famílias  pioneiras que  ajudaram a desbravar Matinhos.

MARIA PHAIFFER FERREIRA GOMES

Maria Phaifer Ferreira Gomes, nasceu  em meados de 1870, descendente de alemães,loira de olhos azuis, pequena de estatura mais  com um coração gigante, morava em Descoberto um bairro de Guaratuba. Vindo morar em  Matinhos depois de casada com o Sr Manoel Ferreira Gomes para morar na Prainha, desta união tiveram 15 filhos e dois filhos de criação. Mãe e esposa dedicada. Cuidava dos afazeres da casa e de seus filhos além de tecer chapéus de taquara preparados com capricho para uso da família na lavoura. O Sr “Maneco” como era chamado seu esposo pelos conhecidos e amigos, cortava as taquaras e trazia para D. Maria tirar pequenas tiras e tecer os lindos chapeis. Fabricavam balaios feitos de taquaruçú e cipó preto, com as cascas do cipó preto eram tecidos cordas para amarrar os animais e puxar as redes do mar, cestos usados em mulas para transportar as colheitas, eram chamados de cargueiros de timbopeba.Costurava as roupas de todos, cozinhava os alimentos que produziam nas plantações e das pescarias. Para conservação dos peixes eram defumados e salgados em balaios, para que durassem meses. Fazia pratos característicos da época como: pinhão com peixe, parati com feijão, cambira assada, charque assado. Ajudava na preparação de farinha de mandioca, ralando e torrando a mandioca, fazia bijus e goma para o  consumo da família e visitantes. Também ajudava no engenho de cana de açúcar, preparava o melado e o açúcar. O arroz que era cultivado em suas plantações era socado para retirada da casca e uma parte ficava para o consumo da família o restante juntamente com outras produções como: feijão, café, açúcar  eram comercializado pelo seu esposo em Paranaguá. Sua família uma das pioneiras que ajudaram a desbravar nossa cidade com muitas lutas e  conquistas, suas raízes bem plantadas permanecem com seus filhos, netos, bisnetos e  tataranetos.Faleceu no dia 23 de Dezembro de 1953. Sua história hoje  contada pela sua filha Luzia de 98 anos,muito lúcida e com olhar de saudades de um tempo querido que não volta mais.Também sua neta Profª Euzi que contribuiu com detalhes de suas lembranças de criança.

Pesquisa realizada pelo Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal de Matinhos através da Prof. Sandra Jepp. 


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