sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

MOÇAS "NOS DIAS" NÃO ENTRAVAM NA BAÍA


Contam os mais antigos que se as mocinhas estivessem "naqueles dias", ou seja, na menstruação, elas não podiam entrar na maré (baía), como ainda é conhecido pelos moradores da região da Prainha e do Cabaraquara, antes pertencentes a Matinhos. Diziam que se elas entrassem na maré os botos sentiam o cheiro do sangue na água e ficavam nervosos, se quer podiam andar na canoa, pois os botos viravam a canoa. Para esta fase da mulher haviam ainda outras muitas restrições pois eram tidas como "doentes" ou até "impuras", pois acreditam que o que elas liberavam era a "sujeira" do corpo.


Relato de Solange Santana, criada na comunidade do Cabaraquara.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

NOME DE ILHA: POR QUE "ILHA DA TARTARUGA"?

Ilha da Tartaruga ou Ilha do Farol, por antes conter um farol para segurança das embarcações está localizada no balneário de Caiobá, mais especificamente na Praia dos Amores, em Matinhos - PR. É um sítio arqueológico tombado pelo IPHAN desde 1989. Nessa ilha se encontram vestígios do homem Sambaqui, considerado um dos primeiros a habitar a região. A ilha pode ser visitada, pois é de fácil acesso. Seguindo o caminho pelas pedras se chega até uma trilha que leva a uma torre e o outro lado, onde a vista é linda com um visual do outro lado do mar. Mas é preciso tomar cuidado com a maré para não ficar ilhado, pois esta sobe em horários alternados. Para o nome "Tartaruga" ou "Tartarugas" há duas versões: a primeira é de que ali muitas tartarugas marinhas paravam para descansar nas pedras e então continuar sua rota migratória. Para esta versão não há registros fotográficos ou relatos mais concretos. A segunda versão se dá pelo seu aspecto, parecido com o animal que leva seu nome, ou seja, a "Ilha Tartaruga". Para esta versão você pode ver na foto abaixo. As pedras laterais representam as patas ou nadadeiras, a pedra maior na frente, sua cabeça; e claro, as árvores, seu casco. 


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

NOME DE ESCOLA: QUEM FOI FRANCISCO DOS SANTOS JÚNIOR?

Francisco dos Santos Junior, nasceu em Portugal no dia 08 de Dezembro de 1928, naturalizado brasileiro, casado com Filomena da Silva Santos, deste casamento tiveram seis filhos: Francisco Leonel dos Santos,Maria de Fátima dos Santos, Maria Zita dos Santos, Zita Maria dos Santos, Maria Jovelina dos Santos (Falecidos) e  Francisco Carlim dos Santos. Chegou no litoral Paranaense em 1952, tendo como profissão inicial a função de pedreiro, mais tarde agricultor e comerciante, proprietário da Fazenda São Francisco, localizada na Colônia Cambará, atualmente Parque Aquático “Águas Claras”. Na área privada foi arrendatário da sociedade Duque de Caxias em Matinhos, onde trabalhou com hotelaria, restaurante e churrascaria.  Foi proprietário do Caravelas Praia Clube e do Funchal Clube de Paranaguá. Foi proprietário da 1ª churrascaria de Paranaguá, foi empresário na área de hotelaria em Paranaguá. Em Matinhos foi proprietário do Estádio Francisco dos Santos, considerado um dos melhores do litoral na época, com sistema de iluminação. Foi Vice-Presidente do Rio Branco Esporte Clube, Diretor do Clube Atlético Seleto, ambos de Paranaguá. Presidente da Associação Atlético Matinhos e Clube Atlético Cambará de Matinhos. Foi um dos grandes incentivadores do esporte amador e profissional do litoral. Em atividade política, foi candidato a prefeito por duas vezes, pelo PMDB, onde exerceu cargos de direção do partido. Na administração do Prefeito João Jacinto Mesquita, exerceu o cargo de Diretor de Obras. Cavalheiro-Comendador da Confraria da Fraternidade de São Luiz IX e Legião de Branca de Castelo, da Câmara Brasileira, com sede em São Paulo. Cavalheiro da Boca maldita de matinhos e Curitiba. No dia 23 de Junho de 1997 recebeu o Título de Cidadão Honorário de Matinhos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

ARNALDO SOARES CANTA "CAIOBÁ"

Arnaldo Soares é músico autodidata e compositor, natural de Rio Azul, interior do Paraná, onde, por influência e na companhia de seu pai, iniciou na música aos 10 anos tocando acordeon em bailes da região. Também é do interior que o músico traz boa parte de sua influência e inspiração musical. Possui três CDs gravados de forma independente - em seu primeiro disco de 1999, “Ninho de Serpentes”, o músico exprimiu em suas canções as influências da vida no interior do Paraná, retratando a simplicidade da vida rural, o valor da família e da amizade, e a exaltação a natureza, em letras embaladas por ritmos regionais como o fandango e a guarânia. Já no segundo CD “Nessa Cidade”, de 2005, viabilizado pela Lei Rouanet, as canções revelam um lado mais urbano onde o músico integra a originalidade e a universalidade musical, em composições que passam pela bossa-nova e o jazz fusion. Em “DNA” de 2015, o músico traz uma nova roupagem para suas composições, integrando a qualidade estética do violão clássico de Fábio Lima e o compasso dançante do reggae de Diego Bueno, da Banda Namastê, além de divulgar uma coletânea de composições inéditas, onde trata de forma irônica e crítica temas atuais, porém emblemáticos, como a energia nuclear, a conservação da água, e a manipulação genética do ser humano, retratada na faixa título do CD. Como intérprete, Arnaldo Soares busca inspiração em conhecidos nomes da MPB como, Djavan, Zé Ramalho, Chico Buarque, Lenine, Milton Nascimento, Zeca Baleiro, Belchior e Fagner. O músico é membro ativo do Clube do Compositor Paranaense, participando da Segunda Autoral, no conhecido Bar do Tatára, onde possui parcerias com diversos músicos curitibanos, entre eles Marlos Soares, Fábio Lima e Tatára. Visita Matinhos há pelo menos 20 anos, conhecendo-a por meio de turismo, se apaixonou pela beleza cênica dos morros e do mar.

Caiobá: faixa 07 do CD DNA (2015).

Composta há cerca de três anos, por histórias contadas por amigos que frequentam o litoral desde criança. As frases retratam o cotidiano e os locais da cidade. No trapiche de Caiobá é comum se observar os pescadores em dias de chuva e que lá permanecem mesmo quando ocorrem tempestades de raios em alto mar...é sabido que a descarga elétrica dos raios no ar transforma o oxigênio (O2) em Ozônio (O3). A ideia da frase foi poetizar um fenômeno natural muito comum no litoral, principalmente no verão... A Praia das Fadas é uma pequena enseada no final da Praia Mansa (Ponta da Praia de Caiobá), ao pé do morro que leva ao porto de passagem de Guaratuba. É um local que amigos frequentavam quando crianças. O refrão retrata a realidade do carnaval, um período onde as pessoas esquecem seus problemas, seus defeitos, seus egos, e dedicam-se ao sonho de viver apenas a alegria, a música e a dança.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

NOME DE RUA: QUEM FOI "DR. JOAQUIM TRAMUJAS"?


Nasceu em Paranaguá, dia 19 de maio de 1.914. Filho de  José Tramujas  e de  A .  Martins Tramujas. Fez o Curso Complementar de 04 anos no Grupo Escolar “Faria Sobrinho”, e o  Curso  Preparatório de 02 anos com o Professor Eugênio Figueiredo. Foi também aluno da Escola Normal “Dr. Caetano Munhoz da Rocha” e, em 1.929 transferiu-se para Curitiba, onde fez, no  Liceu Rio Branco,  o Curso Ginasial. Ingressou na  Faculdade de Medicina na Universidade do Paraná, diplomando-se Médico em 14 de dezembro de 1.934. Lecionou desde  1.935, sendo Professor  de Ciências Físicas e Naturais, Física, Química, História Natural e Matemática  no Liceu Rio Branco, de Curitiba. Lecionou também no Instituto de Ciências e Letras de Curitiba. Depois de formado em Medicina, regressou a Paranaguá, e sem deixar o Magistério, iniciou a clínica.Foi Professor da Escola Técnica de Comércio, do Colégio Estadual “José Bonifácio”, e  da Escola Normal  “ Dr. Caetano Munhoz da Rocha”. Exerceu suas atividades profissionais como Médico da Santa Casa de Misericórdia de Paranaguá. Atendeu o Instituto de Aposentadoria e Pensões  dos Bancários, dos Empregados em Transportes e Cargas, da Confraria de São Vicente de Paula, do Instituto Brasileiro do Café e da Associação dos Funcionários Públicos do Estado. Colaborou intensamente em todas as atividades sociais e culturais, cívicas, esportivas e assistenciais da Cidade. Prestou serviços  ao Seleto Esporte Clube como Presidente da entidade. Também ao Clube Literário de Paranaguá, onde foi Orador, 1º Secretário e Vice-Presidente. 


No Centro Médico de Paranaguá, com outros colegas foi Fundador, e mais tarde ocupou a Presidência da Regional do Litoral. Foi  integrante da Diretoria da Sociedade “Amigos da Música”, e do Instituto Histórico e Geográfico, do qual foi Membro da Comissão Reorganizadora em 1.952,  e Presidente Perpétuo da Entidade. Em 1.963, inaugurou a sede própria do Instituto, após haver, como Prefeito Municipal, conseguido junto ao Governo do Estado, a doação do prédio onde hoje se encontram a entidade e o Museu  Histórico da Cidade. Foi ainda Fundador do Centro de Letras “ Leôncio Correia “, de Paranaguá. Não só  na profissão de Médico, no Magistério e nas atividades sociais e culturais de Paranaguá, Joaquim Tramujas se notabilizou  por sua inteligência, espírito de liderança,  e dedicação,  mas também na política, à qual dedicou grande parte da sua vida, em benefício da coletividade. Militou no Partido Social Democrático – P S D. Foi eleito Vereador em 1.947,  e em  1.950,  reeleito, foi Presidente da Câmara Municipal para os anos de  1.952  até 1.954. Em  1.959,  concorreu às eleições para a Prefeitura Municipal de Paranaguá, tendo sido eleito e empossado em 1.960 para o mandato de 04 anos. Joaquim Tramujas, pelo brilho da inteligência, pela cultura profunda e variada, pela elegância e facilidade  de expressão que a cátedra lhe facultou, foi um  notável orador, figurando na obra  “História do Clube Literário “  como um dos grandes oradores da sociedade. Lamentavelmente, tão grande cabedal de cultura, generosamente dispersas em magníficos improvisos que arrebataram seus contemporâneos  em magistrais discursos que marcaram os mais significativos eventos da Cidade, não foi reunido nem perpetuado em coletânea escrita, para apreciação póstera. Com a imprensa, colaborou  através  da palavra escrita e falada. Compartilhou do programa radiofônico “Coisas Nossas “,  na Z.Y.C.5, de Paranaguá, sobre assuntos sociais, referentes à cultura, à história, e ao folclore do litoral. E na imprensa escrita,  escreveu sobre literatura e história, para o “Diário do Comércio “, a revista  “Marinha”, para a revista “ O Itiberê “, para as  revistas do Instituto Histórico e Geográfico e,  a do  Centro de Letras de Paranaguá.
Publicou  “ Alberto Gomes Veiga “ e “Caminhos Percorridos “.


Fonte: Fundação de Cultura de Paranaguá - FUMCUL     
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